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Escrito por Mario Randolfo Marques Lopes às 14h06
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Vassouras na Net bate novo recorde de público no Estado do Rio de Janeiro, perdendo apenas para os gigantes Google, UOL, Globo e provedores da internet. A página foi aberta no dia 21 de novembro às 10 da manhã, e até as 23 horas 1680 visitas foram registradas.
Escrito por Mario Randolfo Marques Lopes às 10h39
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Portal do site Vassouras
na Net
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Confidenciais
PROFISSÃO PERIGO
Nem sempre a história tem um final romântico como
no cinema. James Bond, por exemplo, o mais famoso personagem do glamour da
espionagem hollywoodiana, já recebeu
rajadas de metralhadoras, venceu o mau com tiros milimétricos,
equipamentos eletrônicos de última geração e muito Caratê. E em todos os episódios salvou a
humanidade e foi condecorado pela rainha da Inglaterra.
Na vida real um repórter de
investigação realiza um trabalho similar, mas as balas são mortais, a justiça na
maioria das vezes anda na contramão, e as condecorações que ele recebe são
sempre depois da sua morte.
Randolfo desembarcando no porto
de Durban, África do Sul,
para documentar
a segregaçao racial no país (1986)
O vassourense Mario Randolfo,
que há 20 anos trabalha nessa área, vai contar um pouco do seu dia a dia e
revelar os bastidores da batalha judicial que ele está travando com a justiça do
Paraná.
Filho da advogada e
ex-vereadora Edla Viana Marques, que no ano passado sofreu um atropelamento e
faleceu, Mario conta que desde pequeno quis ser escritor e viajar pelo mundo.
Que ingressou no jornalismo em 1982 durante as gravações aqui em Vassouras da
novela Roque Santeiro, quando conheceu o chefe de redação do jornal O Globo, que
lhe incentivou a sair do estilo literário para o jornalístico. Começou como foca
(ajudante de jornalista) e como free lance escreveu nos cadernos de turismo,
policial, política e especializou-se na área internacional, vendendo matérias a
inúmeros jornais.
Em 1983 passou no vestibular e foi
estudar comunicação. Envolveu-se em problemas políticos e trancou a matrícula
cinco vezes, a ponto de quase ser jubilado. Transferiu-se para o exterior e
formou-se em 1989. Entre seus trabalhos destacam-se “Diamante, o Brilho do Poder
(reportagem sobre o desvio de pedras preciosas na Serra dos Carajás – 1986),
Ritual Satânico (suposto assassinato do menino Evandro Ramos Caetano dentro de
um ritual de magia negra - 1992),
Os Bawas do Século XXI (tribo indígena que desapareceu no Amazonas e as
evidências nas quais os missionários americanos eram cientistas estudando o DNA desses
nativos -1993), A Máscara PC Farias – 1994.
Motocicleta sendo colocada numa caminhonete para uma
viagem da cidade de Pretória a Bloemfontein.
Escrito por Mario Randolfo Marques Lopes às 18h33
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Ponte sobre o Rio Maomi, na estrada de Port Shpstone
“E uma profissão maravilhosa que nos proporciona viajar pelo mundo, freqüentar locais sofisticados e muita mordomia. O outro lado da moeda, porém, é cruel. A gente vê a decadência do ser humano e o baixo valor da vida humana numa selva regida pela insensatez”, adverte Randolfo e diz que já perdeu as contas de quantas vezes foi detido no exterior. “É preciso muita coragem, preparo, inteligência e, principalmente, sorte”, concluiu.
“Prisioneiro do Passado”
Segundo Mario Randolfo, a cidade de Centenário do Sul, no Norte do Paraná, sempre foi problemática. Lugar em que a justiça costuma andar fora dos trilhos. Entre idas e vindas ao Brasil, ele passava temporadas em sua casa na Vila Progresso, um distrito paupérrimo que vive do corte da cana-de-açúcar.
Em novembro de 1994 bateu na sua porta uma mulher reclamando o seqüestro do filho; 24 horas depois surgiu outra mãe reclamando o mesmo problema; dois dias depois mais duas mães se apresentaram. “Fiquei com pena delas e comecei a investigar os casos”, revelou. E foi assim que ele encontrou indícios da participação de juízes, promotores e advogados no crime organizado local. As crianças eram escolhidas pela profa. Izabel Santos, diretora da creche Municipal, e levadas por ela sem a presença de um Oficial de Justiça. As Ações de Pátrio Poder contra as mães não lhes davam direito de defesa e estavam totalmente irregulares: as assistentes sociais forjavam os relatórios, a profa. Izabel era a denunciantes, e a Waldeci, sua secretária pessoal, testemunha dos maus tratos que as mães dispensavam aos filhos; os processos corriam à revelia.

Centro comercial da reserva de Kimberley onde os negros
só podiam sair com passaporte e não tinham direito à terra.
De acordo com o jornalista, o fato que incendiou a cidade foi o ofício que ele enviou da Cidade do México ao Fórum de Justiça pedindo a quebra do sigilo telefônico do próprio Fórum e a lista de todas as adoções ocorridas entre 1990 e 1994. “Localizamos na Itália um recém-nascido que havia sido adotado mediante custos processuais altíssimos. Os pais viviam na Vila Progresso, Distrito de Centenário do Sul, mas o processo tramitou na comarca da cidade vizinha onde o juiz era o ex-juiz de Centenário do Sul”, afirmou.
Mario Randolfo foi alvo de 18 processos por calúnia e difamação sob a acusação de que ele teria faturado 100 mil Reais em cima de uma matéria que ele próprio inventou.“Não havia como uma farsa mal montada vencer uma verdade bem constituída, por isso esses processos foram arquivados em 1996”, afirmou Randolfo e esclareceu que foi no regresso dele à Cidade do México que o Ministério Público reabriu os processos e forjou os autos das Ações do princípio ao fim. Condenação que somente chegou ao conhecimento dele em 2001 na cidade de Andrelândia-MG., quando uma filial da sua empresa QIC Companhia estava sendo montada: “de repente eu vi aquele monte de policiais entrar no prédio e surpreendi-me ao saber que eu estava sendo preso naquele momento”.

Ruinas de Montalban, no México, onde os Astecas viveram
até serem escravizados e massacrados pelos espanhóis.
Escrito por Mario Randolfo Marques Lopes às 18h33
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Passados 45 dias, Randolfo foi tirado ilegalmente da prisão, sem mandado e pela forta da frente, e conseguiu reforçar com provas documentais o Habeas Corpus que o defensor público de São João Del Rey, Dr. Arthur Eugênio, impretrara no Tribunal de alçada do Paraná. Ganhou aliberdade por unanimidade e hoje aguarda o parecer do Senador José Jorge, relator da Reforma do Judicário.
"Não sei qual vai ser o final dessa história. Os processos contra mim são uma pirâmide invertida que tendem a desmoronar com a brisa e soterrar a imagem da justiça. O Poder Judiciário, por sua vez, não quer assumir as fraudes e muito menos os desvios de conduta das autoridades que o representam. Em contra-partida, não abro mão de vencer e receber 5 milhões de reais pelos danos que me foram causados: estamos em curso de colisão". Finalizou.

Panamá- 1987- Base de transmissão de dados situada no Hotel Vijacocha,
na cidade portuária de Colón. Dali saíam os artigos investigativos sobre as
atividades ilegais e desmnandos do ditador Manoel Antônio Noriega, que
em seguida foi preso e cumpre pena nos EUA.
Escrito por Mario Randolfo Marques Lopes às 18h33
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